Onde parei mesmo?? Ah! Na internação no Hospital Conceição...
Pois bem, entrei no Hospital, fui direto para uma maca no C.O. (Centro Obstétrico), a partir dalí, passei a conviver com anjos. Todas aquelas almas bondosas, umas vestidas de branco, outras vestidas de verde; Homens e mulheres que fizeram de tudo para me confortar naquele, que eu ainda não sabia, mas, seria o momento mais doloroso da minha vida.
Gostaria de resumir tudo em algumas linhas, sem muitos rodeios. Tudo o que aconteceu comigo, foi tão doloroso, que não sei se suporto detalhar tudo, minusciosamente, como venho fazendo até então.
... Quando entrei naquela sala, cheia de mulheres prestes a dar a luz, algumas gemendo, outras calmíssimas, outras urrando de dor, confesso que senti um pouco de medo. Medo, pavor, ansiedade. Milhões de sensações. Mas, naquele momento esqueci que era uma mulher.. Senti-me uma enorme criança, que queria o colo da mãe. Até porque, o pavor que eu tenho de hospital, é porque minha mãe viveu praticamente oito meses dentro de um e, saiu de lá dentro de uma caixinha de madeira, forrada de cetim e cercada de flores branquinhas. Enfim, queria a minha mãe.
Eis que, surge em meu ladinho, uma enfermeira muito querida, parecida com a caixinhos dourados. A Inês. Inesquecível! Ela veio fazer umas perguntinhas de praxe. Queria saber o que eu sabia da minha gestação, se eu sabia o que realmente estava acontecendo, se foi uma gravidez desejada, e todos os etc's possíveis. Me medicaram diretamente na veia e arrumaram um leito para mim. Disseram que na manhã seguinte eu teria uam consulta com o Dr. responsável pelo setor de alto-risco do C.O., Dr. Spinosa se não me engano.
Recebi medicamentos para pressão, que estava um pouco alta e, para dor. Na veia, pra variar... Fiz algumas amizades no quarto, um pessoal do interior. Uma senhora que estava pra nascer o segundo filhinho, depois de treze anos e, a gestação dela estava complicada porque apareceu uma bendita diabete gestacional; Uma menina de quinze anos que estava com infecção urinária e grávida de cinco meses, mais uma moça bem querida, que eu não lembro ao certo o problema.
Passei um bom tempo conversando, até o pessoal pegar no sono. O pessoal, né; Porque eu? Nadica de nada.
Lembro-me que qando estava adormecendo, veio a enfermeira verificar minha pressão, daí, já não lembro mais nada. Até a hora que eu senti aquela dor. Sim, uma dor horrível. Foi alí, naquele instante em que eu chorei, em que eu pedia a Deus para que ele me deixasse agarrar a mão de mamãe, que eu senti meu filho indo. Indo para junto de Deus.
Juro, por tudo o que me é mais sagrado. Eu senti. Essa dor, essa sensação, ninguém me tira. E ultrasom prova. Foi naquela madrugada de solidão na cama de um hospital, que ele me foi tirado.
Aguardei, na primeira hora da manhã, não tomei nem o café que as moças trouxeram; A Enfermeira responsável naquela manhã, a Rosiê, veio me buscar, de cadeira de rodas, pois eu mal e mal conseguia caminhar, para irmos de encontro ao Dr. Spinosa e a junta médica que me aguardava.
Cheguei lá me sentindo uma celebridade. Todos queriam ver o que tinha dentro da minha barriga. Não sei se na hora senti vergonha, se senti medo, se senti algum tipo de dor. Apenas me senti.
A Rosiê me apresentou o pessoal, colocaram-me deitadinha numa maca gelaaaada, com aquele aventalzinho desconfortável, que deixa o popozão à mostra. Os doutores se apresentaram e começaram a me explicar uma série de coisas que eu já tinha ouvido, desde que descobri o problema do baby.
Quando passaram o gel na minha barriga e colocaram o aparelho, todos se olharam. Lembro que a Rosiê segurava minha mão e fazia carinho na minha testa. Igual a minha mãe, foi muito impressionante. E, sabe porque eles se olharam? Porque o coraçãozinho do meu filho já não batia mais. De toda a junta médica que alí se encontrava, não tinha um, que tivesse coragem de dizer.
Eu, muito metida é claro, ergui minha cabeça e disse: "- Ele já morreu, né Dr.?!"; Doutor Spinosa deve ter ficado espantado, tamanha frieza com que balbuciei aquelas palavras. Mas, alguém tinha que quebrar aquele gelo.
Lembro que ele disse algo do gênero: "-Pois é, o coração do bebê já não está mais batendo; Agora vamos tomar todas as providências para que tudo ocorra bem contigo." E foi assim que ele fez. Todos me olhavam com cara de piedade, talvez naquele momento eu me senti mais mal do que em toda a gestação. Todos queriam passar a mão na minha cabeça, todos diziam que eu poderia chorar; Mas, eu já tinha chorado tanto até alí.
O Dr. me explicou sobre um processo chamado amnocentese (acho que é esse o nome!), em que é retirado uma parte do líquido amniótico, através de uma seringa, pela barriga da mulher. Assim, o parto é induzido naturalmente. Decidi experimentar, já que nada mais estava em jogo, à não ser minha saúde.
A amniocentese doeu 'pacaaaas', enquanto eles iam retirando o líquido amniótico, o bebê ia se debatendo nas paredes do meu útero, dando uma sensação de mau estar, enjoadinha. Lembro que nesse momento, a 'Tici', a médica residente do Dr. Spinosa, passou mal; Não sei se era pelo fato de estar vendo tudo aquilo, a retirada do líquido tudo o mais ou, se foi pelo fato de o líquido amniótico estar fétido, já que o bebê havia falecido dentro do meu útero faziam algumas horas.
Passado aquele processo, passei umas sete ou oito horas caminhando dentro do hospital, para ver se havia dilatação. Não podia comer nada e, a única coisa que eu poderia fazer era esperar.
Garanto a vocês que a minha espera só não foi tão dura, pois a todo instante recebia ligações de familiares, amigos, pessoas próximas e muito queridas para mim; Pessoas estas, que me deram tanta força para estar bem, como estou hoje.
Por volta das cinco da tarde do dia 19 de Abril, os Drs. me chamaram e decidiram tentar a indução por Citotec; O que muitos não sabem, é que o Citotec não foi desenvolvido para curar problemas de estômago e, muito menos, para uso abortivo, mas, para produzir contrações no útero quando necessário apressar o parto ou expulsar um feto já morto do útero de uma gestante - o meu caso.
Sabia que seria doloroso, ainda mais que o Citotec, depois de algumas horas ele sendo ingerido e/ou introduzido vaginalmente, a mulher entra em trabalho de parto e expulsa o feto, e mesmo depois disso as contrações tornam-se dificilmente controláveis. As dores abdominais são intensas, muito maiores do que se fosse um aborto natural e, sempre seguidas de duradouras hemorragias.
Começamos a introdução dos comprimidos de Citotec à tarde. Virei a noite acordada. Meus familiares, meus amigos, todo mundo ia me visitar e nada. Nada de dilatação, nada nem do bebê se mexer. Comecei a me desesperar...
Minha mente está aberta. Decidi abrir meu quarto também! Delicie-se... Os pensamentos mais sórdidos e os mais infantis, dividindo espaços.
terça-feira, 31 de agosto de 2010
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Cadê o meu filho?
Muitos estão se perguntando cadê o meu filho... Bem, vou explicar então.
Tive uma gestação normal; Bom, ao menos no início ela era normal.
Eu me 'achava' a grávida mais linda do mundo, cheia de carinhos e paparicos vindos da minha família e da família do Nelson, meu esposo.
Todos estavam eufóricos! O Dr. havia cogitado a possibilidade de serem gêmeos, já que a minha barriga era enoooorme (liiindaaa!), o coração do bebê batia em dois ritmos, caracterizando dois coraçõezinhos.
Eu irradiava alegria. Até que certo dia, quando estava prestes a completar 4 meses de gestação, fui fazer uma ecografia morfológica, para saber o sexo do bebê, já que ele estava viradinho de costas e, se eram dois, etc.
Saí muito chocada do consultório do PAM (Pronto Atendimento Municipal) de Gravataí. O ecografista, ficou pasmo ao constatar que meu bebê poderia ter uma doença raríssima, chamada 'agenesia renal bilateral'; Ou seja, meu bebê, fora formado sem nenhum dos dois rins e, sem uma artéria no coraçãozinho.
Pedi que o Dr. Marcelo (ecografista), fosse bem franco. Estava pronta para ouvir qualquer notícia. Ele foi bem direto e disse que se fosse confirmado o diagnóstico, meu bebê poderia vir a falecer dentro do útero e, se por ventura nascesse com vida, não teria tempo de vida, teria "prazo de validade". Ele explicou que não existe transplante de rins para um rescém nascido, que não tinha nem espaço no corpo para os mesmos. Além de que, o coraçãozinho do meu filho, estava comprometido por não ter uma artéria super importante.
Naquele momento, parecia que o mundo iria desabar. Fui firme, pois sabia que do outro lado da porta, meu esposo esperava ansioso para saber se era a menina que ele tanto sonhava ter. O que me deixou mais triste, ele não teria a menina, pois meu bebê era do sexo masculino (o Danielzinho) e, nem sobreviveria.
Lembro-me de ter deixado cair apenas uma lágrima. Pedi um papel para secar meu rosto e saí, com a cabeça erguida, pronta para dar a notícia para os meus familiares, para o Nelson e, crente que existem milagres.
Depois daí, nada mais foi normal. Pesquisei por tudo à respeito desta doença e, nos termos técnicos da Medicina, eu era mãe de um feto polidrâmnio. Ou seja, um feto criado com quantidade excessiva de líquido amniótico no útero. É algo que ocorre em cerca de 1% das gestações, e pode ter vários motivos.
O volume ideal de líquido amniótico dentro do útero, é de 800ml a 1 litro. Porém, quando há polidrâmnio, esse volume pode chegar a até 3 litros; O que foi o meu caso que, de 60kgs, passei para 82kgs até o sétimo mês de gestação.
Minha barriga continuava a crescer descontroladamente, chegando a medir 94cm. Ela ficou brilhosa e a pele parecia que ia rasgar. (Para você que deve estar se perguntando, não. Eu não fiquei com NENHUMA estria da gestação!) Eu andava igual a um pingüim, e segurava a barriga com as duas mãos, pois o peso estava concentrado nela e, por causa do probleminha nos rins, o feto retinha líquidos, me deixando muito inchada.
Pode ser difícil identificar a causa desta doença, e às vezes ela não chega a ser esclarecida. O problema pode estar na mãe, na placenta ou no bebê. E, algumas das possíveis causas, eu apresentava: Em 20% dos casos de excesso de líquido amniótico, há um problema congênito no bebê. Pode ser uma obstrução no esôfago, que impede que ele engula o líquido amniótico, uma fenda labiopalatina ou ainda alguma alteração no sistema nervoso central, no coração ou nos rins (o caso do Daniel). Em casos raros, há algum problema na placenta ou nas artérias do cordão umbilical. (Também tínhamos!)
Então, não deixei de amá-lo, muito menos de dizer todos os dias para Deus, o quanto eu queria ser mãe daquele serzinho que me ensinou a amar mais do que eu pensava que pudesse sentir amor no meu peito.
Logo, quando iria completar 7 meses de gestação, me dirigi ao Hospital Santa Casa de Porto Alegre, com perda de líquido e sangramento. A Drª de plantão, me mandou para casa tomar "passiflora", um calmante natural, alegando que eu não estava em trabalho de parto.
Tudo bem. Eu fui... Manda quem pode, obedece quem precisa, não é a lei da vida?
Pois bem, dois ou três dias depois, fui ao Gabinete do Dep. Estadual Adão Villaverde, falar com uma amiga minha pra ver se ela poderia me ajudar; Pois, conhecia bem mais pessoas que eu, etc. A Anselma fez algumas ligações, o pessoal do Gabinete do Dep. Federal Marco Maia, até tentaram me dar uma força, mas nada surtiu efeito. Até que, conheci uma pessoa maravilhosa. A Débora Schneider. Uma luz no fim do túnel. Ela disse para mim ir até o Hospital Nossa Srª da Conceição, que com certeza seria bm atendida e que, uma amiga dela estaria lá, à minha espera.
Fui no dia e hora marcados, fui super bem atendida e o Dr. Cancione, que estava no plantão, achou uma barbaridade eu já não estar em um hospital, já que o caso era realmente grave e que corria sério rico de morte.
Obs.: O resto fica para um próximo post. De amanhã!
Tive uma gestação normal; Bom, ao menos no início ela era normal.
Eu me 'achava' a grávida mais linda do mundo, cheia de carinhos e paparicos vindos da minha família e da família do Nelson, meu esposo.
Todos estavam eufóricos! O Dr. havia cogitado a possibilidade de serem gêmeos, já que a minha barriga era enoooorme (liiindaaa!), o coração do bebê batia em dois ritmos, caracterizando dois coraçõezinhos.
Eu irradiava alegria. Até que certo dia, quando estava prestes a completar 4 meses de gestação, fui fazer uma ecografia morfológica, para saber o sexo do bebê, já que ele estava viradinho de costas e, se eram dois, etc.
Saí muito chocada do consultório do PAM (Pronto Atendimento Municipal) de Gravataí. O ecografista, ficou pasmo ao constatar que meu bebê poderia ter uma doença raríssima, chamada 'agenesia renal bilateral'; Ou seja, meu bebê, fora formado sem nenhum dos dois rins e, sem uma artéria no coraçãozinho.
Pedi que o Dr. Marcelo (ecografista), fosse bem franco. Estava pronta para ouvir qualquer notícia. Ele foi bem direto e disse que se fosse confirmado o diagnóstico, meu bebê poderia vir a falecer dentro do útero e, se por ventura nascesse com vida, não teria tempo de vida, teria "prazo de validade". Ele explicou que não existe transplante de rins para um rescém nascido, que não tinha nem espaço no corpo para os mesmos. Além de que, o coraçãozinho do meu filho, estava comprometido por não ter uma artéria super importante.
Naquele momento, parecia que o mundo iria desabar. Fui firme, pois sabia que do outro lado da porta, meu esposo esperava ansioso para saber se era a menina que ele tanto sonhava ter. O que me deixou mais triste, ele não teria a menina, pois meu bebê era do sexo masculino (o Danielzinho) e, nem sobreviveria.
Lembro-me de ter deixado cair apenas uma lágrima. Pedi um papel para secar meu rosto e saí, com a cabeça erguida, pronta para dar a notícia para os meus familiares, para o Nelson e, crente que existem milagres.
Depois daí, nada mais foi normal. Pesquisei por tudo à respeito desta doença e, nos termos técnicos da Medicina, eu era mãe de um feto polidrâmnio. Ou seja, um feto criado com quantidade excessiva de líquido amniótico no útero. É algo que ocorre em cerca de 1% das gestações, e pode ter vários motivos.
O volume ideal de líquido amniótico dentro do útero, é de 800ml a 1 litro. Porém, quando há polidrâmnio, esse volume pode chegar a até 3 litros; O que foi o meu caso que, de 60kgs, passei para 82kgs até o sétimo mês de gestação.
Minha barriga continuava a crescer descontroladamente, chegando a medir 94cm. Ela ficou brilhosa e a pele parecia que ia rasgar. (Para você que deve estar se perguntando, não. Eu não fiquei com NENHUMA estria da gestação!) Eu andava igual a um pingüim, e segurava a barriga com as duas mãos, pois o peso estava concentrado nela e, por causa do probleminha nos rins, o feto retinha líquidos, me deixando muito inchada.
Pode ser difícil identificar a causa desta doença, e às vezes ela não chega a ser esclarecida. O problema pode estar na mãe, na placenta ou no bebê. E, algumas das possíveis causas, eu apresentava: Em 20% dos casos de excesso de líquido amniótico, há um problema congênito no bebê. Pode ser uma obstrução no esôfago, que impede que ele engula o líquido amniótico, uma fenda labiopalatina ou ainda alguma alteração no sistema nervoso central, no coração ou nos rins (o caso do Daniel). Em casos raros, há algum problema na placenta ou nas artérias do cordão umbilical. (Também tínhamos!)
Então, não deixei de amá-lo, muito menos de dizer todos os dias para Deus, o quanto eu queria ser mãe daquele serzinho que me ensinou a amar mais do que eu pensava que pudesse sentir amor no meu peito.
Logo, quando iria completar 7 meses de gestação, me dirigi ao Hospital Santa Casa de Porto Alegre, com perda de líquido e sangramento. A Drª de plantão, me mandou para casa tomar "passiflora", um calmante natural, alegando que eu não estava em trabalho de parto.
Tudo bem. Eu fui... Manda quem pode, obedece quem precisa, não é a lei da vida?
Pois bem, dois ou três dias depois, fui ao Gabinete do Dep. Estadual Adão Villaverde, falar com uma amiga minha pra ver se ela poderia me ajudar; Pois, conhecia bem mais pessoas que eu, etc. A Anselma fez algumas ligações, o pessoal do Gabinete do Dep. Federal Marco Maia, até tentaram me dar uma força, mas nada surtiu efeito. Até que, conheci uma pessoa maravilhosa. A Débora Schneider. Uma luz no fim do túnel. Ela disse para mim ir até o Hospital Nossa Srª da Conceição, que com certeza seria bm atendida e que, uma amiga dela estaria lá, à minha espera.
Fui no dia e hora marcados, fui super bem atendida e o Dr. Cancione, que estava no plantão, achou uma barbaridade eu já não estar em um hospital, já que o caso era realmente grave e que corria sério rico de morte.
Obs.: O resto fica para um próximo post. De amanhã!
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Eu prometo...
Sei que é época de eleição e, vocês, leitores deste humilde Blog, devem estar cansados de ouvir promessas eleitoreiras. Mas, EU PROMETO, e tenho escrito, que voltarei a postar seguidamente.
Não é justo não ter tempo para mim, não ter tempo para a coisa que tanto amo. ESCREVER!
Existe coisa melhor que expressar-se através das palavras escritas? Não, caro amigo, não tê.
Então, me aguardem... Em breve, novas postagens. Sempre bem diversificadas, como sempre foram. ;)
Não é justo não ter tempo para mim, não ter tempo para a coisa que tanto amo. ESCREVER!
Existe coisa melhor que expressar-se através das palavras escritas? Não, caro amigo, não tê.
Então, me aguardem... Em breve, novas postagens. Sempre bem diversificadas, como sempre foram. ;)
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Sensações...
Já senti muitas coisas na minha vida. Dor, ódio, amor, raiva, tristeza, solidão, compaixão, pena, muitas sensações distintas; Nenhuma igual a outra, nenhuma na mesma intensidade...
Porém, esta que sinto agora, inexplicável. Mais intensa, mais tudo! Maravilhosa, inquietante, alegremente estranha.
Sei que vou engordar, que meus pés irão inchar, sei que posso ter estrias, que meus seios podem murchar, que posso ficar uma baleinha... Mas, de verdade, estou amando o fato de ser mãe.
Mãe é tudo para alguém. É quem te alimenta nos primeiros momentos, é com quem tu divide o ar que respiras durante a etapa mais importante da tua vida.
É dela que sai o teu primeiro alimento, o teu maior amor, o teu primeiro afago. É a tua mãe que te amará para todo o sempre e estará ao teu lado, mesmo que escolhas caminhos mais difícies e dolorosos para a tua vida. Ela estará sempre alí, te estendendo a mão amiga e carinhosa, fazendo aquele Nescauzinho gostoso, penteando os teus cabelos e até mesmo, cortando as tuas unhas.
Porque mãe é isso é muito mais. É a razão pela qual estamos vivos e, se a perdermos, é como se perdessemos um pedacinho de nós.
Em breve serei eu, a paixão desse serzinho que instalou-se em meu ventre, sem pedir licença para entrar. Mas, não precisava pedir mesmo, porque, para o meu filho, sempre haverá um lugar, aonde quer que eu vá!
E vale frisar: Que sensação maravilhosa esta!
Porém, esta que sinto agora, inexplicável. Mais intensa, mais tudo! Maravilhosa, inquietante, alegremente estranha.
Sei que vou engordar, que meus pés irão inchar, sei que posso ter estrias, que meus seios podem murchar, que posso ficar uma baleinha... Mas, de verdade, estou amando o fato de ser mãe.
Mãe é tudo para alguém. É quem te alimenta nos primeiros momentos, é com quem tu divide o ar que respiras durante a etapa mais importante da tua vida.
É dela que sai o teu primeiro alimento, o teu maior amor, o teu primeiro afago. É a tua mãe que te amará para todo o sempre e estará ao teu lado, mesmo que escolhas caminhos mais difícies e dolorosos para a tua vida. Ela estará sempre alí, te estendendo a mão amiga e carinhosa, fazendo aquele Nescauzinho gostoso, penteando os teus cabelos e até mesmo, cortando as tuas unhas.
Porque mãe é isso é muito mais. É a razão pela qual estamos vivos e, se a perdermos, é como se perdessemos um pedacinho de nós.
Em breve serei eu, a paixão desse serzinho que instalou-se em meu ventre, sem pedir licença para entrar. Mas, não precisava pedir mesmo, porque, para o meu filho, sempre haverá um lugar, aonde quer que eu vá!
E vale frisar: Que sensação maravilhosa esta!
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Aqueles que não contamos à ninguém!...
Todos nós possuímos algum segredo, ou alguns. Homens que traem suas mulheres, mulheres que ajudam homens a traírem. Homens e mulheres que já tiveram experiências homossexuais mas, que na frente dos outros morrem se tocarem no assunto.
Vou dar um exemplo íntimo meu! Minha mãe, depois de inúmeros relacionamentos fracassados, com homens, decidiu relacionar-se com mulheres. Não foi bem uma decisão... Foi uma coisa que aconteceu naturalmente, creio eu. Até falecer, quem esteve ao lado dela, foi sua parceira. Fiel, atenciosa e muito carinhosa. Simples assim. Alguém que esteve ao seu lado até o fim.
E você, possui muitos segredos? Possui segredos que podem mudar a sua vida? Contou algum dos teus segredos para alguém?!
Depois de amizades fracassadas, descobri que os nossos segredos, são nossos! Se eles forem contados à mais alguém já não são mais segredos. Posso afirmar isso. Ah! Te dou um conselho... Se teu esposo, ou tua esposa, for bom de cama, não conte à ninguém... Pois, as pessoas podem ter vontade de provar... E, este será um segredo que tu não vai querer descobrir, não é mesmo?! ;)
Ninguém, além de mim e Deus, sabem as mágoas e os medos que trago no peito. São meus ora bolas! Ninguém, além de mim e dos meus lábios, sabem quantas vezes cerrei os dentes para não abrir a boca e falar verdades. Ninguém, além de mim e meus travesseiros, sabem quantas noites passei em claro, chorando. Ninguém, além de mim e meu coração, sabem por quê e por quem eu me debulho em lágrimas. São segredos 'incompartilháveis'.
São segredos de todos os tipos. São segredos meus. São segredos que ninguém entenderia. São segredos da minha realidade nua e crua. São segredos vezes compartilhados, vezes não; E, quando são ditos ao pé do ouvido de alguém, já não são mais segredos.
São grandes segredos, são pequenas pessoas. São grandes pessoas e segredos maiores ainda. São segredos do mundo, que destroem mundos de pessoas. São segredos meus, que não tenho medo de me destruírem. Ainda sou uma menina (este era um segredo), que tem medo de escuro, que dorme de cabelos molhados, que quer ser escritora, que tem medo de ficar só, de morrer só. Mas, que também tem medo de entregar-se à alguém.
Outrora sou mulher. Decidida, que ama um homem, cheio de segredos. Pela lógica do que escrevo, se eu sei dos segredos dele, já não seriam mais segredos. Mas, o meu maior segredo, compartilho agora... Eu e ele, somos um segredo. Somos um só. Eu sei TUDO dele e ele, por sua vez, sabe TUDO de mim.
Mas, já que contei, aí vai mais um: eu ainda amo Barbie, como chocolate todo dia, tenho medo de ter espinhas... Acredite-me, ainda sou uma criança!
Vou dar um exemplo íntimo meu! Minha mãe, depois de inúmeros relacionamentos fracassados, com homens, decidiu relacionar-se com mulheres. Não foi bem uma decisão... Foi uma coisa que aconteceu naturalmente, creio eu. Até falecer, quem esteve ao lado dela, foi sua parceira. Fiel, atenciosa e muito carinhosa. Simples assim. Alguém que esteve ao seu lado até o fim.
E você, possui muitos segredos? Possui segredos que podem mudar a sua vida? Contou algum dos teus segredos para alguém?!
Depois de amizades fracassadas, descobri que os nossos segredos, são nossos! Se eles forem contados à mais alguém já não são mais segredos. Posso afirmar isso. Ah! Te dou um conselho... Se teu esposo, ou tua esposa, for bom de cama, não conte à ninguém... Pois, as pessoas podem ter vontade de provar... E, este será um segredo que tu não vai querer descobrir, não é mesmo?! ;)
Ninguém, além de mim e Deus, sabem as mágoas e os medos que trago no peito. São meus ora bolas! Ninguém, além de mim e dos meus lábios, sabem quantas vezes cerrei os dentes para não abrir a boca e falar verdades. Ninguém, além de mim e meus travesseiros, sabem quantas noites passei em claro, chorando. Ninguém, além de mim e meu coração, sabem por quê e por quem eu me debulho em lágrimas. São segredos 'incompartilháveis'.
São segredos de todos os tipos. São segredos meus. São segredos que ninguém entenderia. São segredos da minha realidade nua e crua. São segredos vezes compartilhados, vezes não; E, quando são ditos ao pé do ouvido de alguém, já não são mais segredos.
São grandes segredos, são pequenas pessoas. São grandes pessoas e segredos maiores ainda. São segredos do mundo, que destroem mundos de pessoas. São segredos meus, que não tenho medo de me destruírem. Ainda sou uma menina (este era um segredo), que tem medo de escuro, que dorme de cabelos molhados, que quer ser escritora, que tem medo de ficar só, de morrer só. Mas, que também tem medo de entregar-se à alguém.
Outrora sou mulher. Decidida, que ama um homem, cheio de segredos. Pela lógica do que escrevo, se eu sei dos segredos dele, já não seriam mais segredos. Mas, o meu maior segredo, compartilho agora... Eu e ele, somos um segredo. Somos um só. Eu sei TUDO dele e ele, por sua vez, sabe TUDO de mim.
Mas, já que contei, aí vai mais um: eu ainda amo Barbie, como chocolate todo dia, tenho medo de ter espinhas... Acredite-me, ainda sou uma criança!
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Sofri...
... mas, resisti!
Primeiro domingo de solidão TOTAL!
Muitas lágrimas, muitos pensamentos, nada muito produtivo... Pensei no suicídio. Sim. Pensei mesmo! Não entendi o motivo. Aliás, TODOS têm motivos para cometer suicídio. Porém, alguns têm coragem e partem para a ação e, outros -como eu!-, ficam se corroendo por dentro e pensando, pensando... E, nunca farão.
Sabe porquê?! Quem muito pensa, NÃO faz!
Primeiro domingo de solidão TOTAL!
Muitas lágrimas, muitos pensamentos, nada muito produtivo... Pensei no suicídio. Sim. Pensei mesmo! Não entendi o motivo. Aliás, TODOS têm motivos para cometer suicídio. Porém, alguns têm coragem e partem para a ação e, outros -como eu!-, ficam se corroendo por dentro e pensando, pensando... E, nunca farão.
Sabe porquê?! Quem muito pensa, NÃO faz!
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